11/11/2008 - Parte dissertativa da prova da Unicamp pode ser respondida a lápis
No próximo domingo (16), 49.287 vestibulandos de todo o Brasil devem ir às 13h fazer o vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
A principal novidade deste ano é que as questões poderão ser resolvidas
a lápis, embora os organizadores do processo seletivo recomendem o uso
da caneta. "Com caneta, o candidato fica seguro de que ninguém
manipulou a sua prova", afirma Leandro Tessler, coordenador-executivo
do vestibular. Mas, atenção: apenas a parte relativa às questões pode
ser respondida a lápis; a redação continua sendo obrigatoriamente a
caneta.
Outra novidade é que a prova não virá mais dividida em dois cadernos
-um com as questões e outro para as respostas. A Comvest, comissão que
organiza o vestibular da Unicamp, resolveu unificar os dois blocos.
Cada enunciado virá com espaço abaixo para resposta.
"Buscamos fazer uma prova mais próxima daquelas que os vestibulandos
costumam ter no ensino médio", afirma Tessler. De acordo com ele, a
mudança abre possibilidades para a elaboração das questões. Tessler diz
que pode haver questões a que o candidato tenha que responder
diretamente no gráfico do enunciado --por exemplo, desenhando uma
parábola sobre a imagem.
A prova da primeira fase tem 12 questões dissertativas e uma
redação, que pode ser feita como dissertação, narrativa ou carta. Cada
parte vale 48 pontos, somando 96.
Só são corrigidas as redações dos candidatos que tiverem as
pontuações mais altas nas questões gerais --num total de oito a 12
vezes o número de vagas por carreira. O candidato que tirar nota zero
na redação é desclassificado.
Paciência
"A prova da Unicamp é sempre temática", diz o coordenador do
cursinho Etapa, Edmilson Motta. "Mas o tema é algo de atualidades,
então, não deve ser surpresa para ninguém." Motta diz que uma candidata
forte ao tema da prova é a questão do biodiesel e que a crise
financeira do mercado norte-americano tem menos chance de cair, "por
ser mais recente".
Ele aconselha que os vestibulandos refaçam provas anteriores
(disponíveis no site www.comvest.unicamp.br). "O estudante deve chegar
preparado, porque é uma prova em que tem que ter paciência", diz Motta.
"Muita paciência para ler os textos e os gráficos com muito cuidado."
Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do cursinho Anglo,
também recomenda que os candidatos continuem estudando nesta semana,
"mas no ritmo de sempre". "E sábado não é dia de estudar. Tem que dar
uma descansada."
A vestibulanda Davyllen Fernandes, 19, está estudando desde o início
do ano. Além da Unicamp, ela vai prestar Unesp e USP, mas quer mesmo
estudar em Campinas. "Fiquei um ano [2007] sem estudar, mas agora estou
me esforçando e acho que vai dar", diz ela.
Victor Ricciardi, 18, também quer Unicamp. Ele nasceu em Campinas e
está em São Paulo porque seus pais vieram para a capital, mas diz ter
boas lembranças da instituição campineira. "Eu jogava basquete lá
quando era menor", lembra ele, que estuda no Etapa desde março para
conseguir entrar em engenharia mecânica na sua cidade natal.
Unicamp em números
49.287 é o número de inscritos no vestibular
3.434 é o total de vagas
66 é o número de cursos oferecidos pela Unicamp; a Famerp oferece dois cursos
12.930 inscritos são de São Paulo, cidade que teve o maior número de candidatos
202 inscritos são de Curitiba, município que teve o menor número de inscritos
Fonte: UOL Vestibular